Alho

A espécie cultivada, Allium sativun, originou-se da Ásia central e foi introduzida na costa do mar mediterrâneo em eras pré-históricas. Trata-se de um condimento utilizado quase universalmente, também sendo importante na cozinha brasileira.

A planta é tenra, com cerca de 50 cm de altura e folhas alongadas muito estreitas, com seção em “V”, cerosas. O caule verdadeiro é um disco comprimido, ponto de partida de folhas e raízes. As bainhas das folhas formam um pseudocaule curto, cuja parte inferior é um bulbo. As raízes são pouco ramificadas, concentrando-se em um cilindro. Há raízes que ultrapassam a profundidade de 1 m, sendo essa cultura olerácea considerada de enraizamento profundo.

A parte utilizável é um bulbo composto por bulbilhos, os quais constituem uma estrutura rica em amido e substâncias aromáticas, de valor condimentar e nutricional. Cada bulbilho contém uma gema capaz de originar uma nova planta, após a brotação. Há túnicas envolvendo o bulbo e uma película cobrindo os bulbilhos.

É planta de dia longo, para bulbificar e de dia curto, para florescer, se bem que o pendoamento raramente ocorre. Satisfeitas as exigências fotoperiódicas da planta, ocorrem a bulbificação e o desenvolvimento de bulbos comerciáveis, sob temperatura adequada.

Em razão de suas exigências termoclimáticas, a planta tem condições de desenvolver-se apenas durante o outono – inverno. Portanto, as cultivares de ciclo precoce ou mediano são plantadas de fevereiro a maio.

A bulbificação do alho é influenciada pelo frio ao qual as gemas vegetativas dormentes dos bulbilhos, bem como as plantas, foram expostas. Na fase de amadurecimento dos bulbos, um clima seco e cálido é mais favorável, também facilitam a colheita.

No centro-sul o fotoperíodo e a temperatura inadequada impedem a produção de cultivares tardia. Então, pesquisadores brasileiros adaptam a técnica da vernalização pré-plantio. Bulbos inteiros são frigorificados, em câmeras com 3 a 4°C e umidade relativa de 70 a 80%, por 40 a 55 dias. Os bulbos vernalizados são retirados das câmeras às vésperas do plantio, que é efetuado ao longo do mês de maio, possibilitando que a planta seja submetida ao frio invernal. Tal técnica resolveu o problema que impedia a produção em regiões como São Gotardo – MG. Aplicando-se essa técnica, obtêm-se bulbos aos 110 até 140 dias. Vale acrescentar que a vernalização é uma agrotecnologia de custo elevado.

Os cultivares são divididos em: ciclo precoce, mediano e tardio(nobres).

A propagação é através do plantio de bulbilhos. O alho-semente representa de 30 a 50% do custo global de produção. Os bulbilhos miúdos e os chamados “palitos” não são um bom material para a implantação de uma cultura de alho, já que pesquisas comprovam que o tamanho do alho-semente afeta a produtividade e o tamanho dos bulbos colhidos.

O plantio em São Gotardo e Rio Paranaíba, são em áreas com sistema de irrigação implantados. A maioria em pivô-central. Após a vernalização as cultivares tardias mostram-se altamente suscetível ao superbrotamento, ocasionado pelo excesso de água no solo. Assim, no momento da diferenciação a quantidade de água fornecida à planta é reduzida.

COTAÇÃO

MOEDA

COMPRA

VENDA

Dólar com .

Compra

R$ 3,1957

Venda

R$ 3,1963

Euro .

Compra

R$ 3,9186

Venda

R$ 3,9196